domingo, 25 de fevereiro de 2007

Eu bem que tentei, mas... (primeiro texto)

Apareceu o computador e eu lutei contra até descobrir que ele não era só uma máquina de escrever afrescalhada. Até aí, tudo bem.

Depois veio o tal do e-mail. Até que não lutei muito contra, pois podia utilizá-lo de forma mais útil. Na verdade o meu problema era com a utilização do computador. Eu achava o cúmulo uma pessoa ficar brincando de joguinhos no computador ou passar o dia inteiro vendo bobagens na internet.

Até aí, a minha vida melhorou bastante. Podia escrever meus textos e as minhas músicas e imprimí-las quantas vezes quisesse. Tudo azul.

O problema foi quando surgiu os flogs, orkuts, blog e tudo mais. O lance todo era achar algo útil para todos esses programas.

Primeiro cedi aos fotologs. Cheguei a ter três. Um pra banda, um com o meu nome e um para postar bobagens. Utilizava eles de forma racional postando informações sobre a minha banda como shows e gravações. O meu, eu postava coisas sobre o meu time de futebol, sobre artistas que eu gosto e muita loucura. No bom sentido. Aos poucos fui utilizando só dois deles e basicamente informações sobre a banda e o meu time, é claro, avacalhando com a torcida adversária. (www.fotolog.com/freakbrotherz e www.fotolog.com/funkpunk)

O orkut foi outra batalha e novamente fui vencido. Os encantos do orkut logo me fascinaram. Poder reencontrar grandes amigos da infância, amigos que estavam em outras cidades e até outros países. Hoje chego a dar umas três olhadas por dia no orkut. Não considero isso um vício, tem gente bem pior.

Agora é o tal do blogger que vem chegando sem pedir licença e tomando mais um espaço virtual da minha vida. Já não bastam os programas que eu uso, meus e-mails, flogs e orkut, agora ainda tem o tal do blogger. É mais uma senha para lembrar, é mais um preocupação se vão descobrir a minha senha e espalhar milhares de calúnias sobre a minha pessoa.

Bom, aos poucos pequenas coisas vão tomando grandes espaços da minha vida e o vício com elas só aumenta. Valeu Raquel. hehehehe

Que falta me faz!

É engraçado, pois quando ele surgiu, eu criei uma barreira intransponível entre eu e o computador. Não era um bicho de sete cabeças, mas sim, um bicho de um monitor, teclado, CPU e mouse.

Depois de vencer essa barreira, aos poucos, fui domado, domesticando a fera que existia dentro de mim e me entregando aos encantos do computador. E quantas facilidades, quanto tempo ganho, quantas noites em claro e muitas alegrias.

De um monstro, para a uma coisa que hoje em dia não pode faltar na minha vida. Chego a ficar doente na falta dele. E que felicidade é o nosso reencontro.

Geralmente quando vou para chácara da minha namorada a coisa fica preta pro meu lado. E não adianta suco de maracujá, suspender o chimarrão da tarde ou ler um bom livro. Eu não consigo dormir antes das três. Sem o computador isso é uma tarefa muito difícil, pois estou acostumado a entrar noite a dentro trabalhando em algum dos programas que eu estou estudando. Literalmente, na chácara eu entro em parafuso. Fico fritando na cama até à hora de dormir, quero dizer, que tento dormir.

A minha salvação vai ser o dia em que eu comprar um notebook. Aí sim, vou ser um cara feliz. Poder brincar com os meus programas, escrever e jogar. Resumindo, fazer mil coisas. O problema vai ser entrar na internet ou mandar algum e-mail, mas isso é fácil de resolver. Enquanto eu não compro, que falta me faz.